
Com a musicalidade da cantoria do repente, um estilo tradicional nordestino, fantoches, caracterização e muito carisma, a peça “O Reino das Cartas Vivas” leva importantes discussões sobre o respeito às diferenças para as escolas municipais. O espetáculo do Projeto Moringa, criado por Jorge Braz, é uma comemoração aos 20 anos de criação da Lei Maria da Penha e dialoga com o tema da rede municipal 2026, o “Maria Vai à Escola: pelo fim da violência contra a mulher”. De forma lúdica, cerca de 7 mil e 500 estudantes, do 1º ao 5º, estão aprendendo sobre equidade de gênero, respeito aos limites e as diferenças.
Com 30 apresentações, o espetáculo irá circular pelas unidades municipais ao longo dos meses de agosto e setembro. “Me aprofundei bastante no projeto Maria Vai à Escola e no contexto da Lei Maria da Penha. O teatro dentro da educação, vem com o mesmo papel de um livro, para reforçar conhecimento, marcar atitudes e determinar conceitos”, comenta Jorge escritor e produtor do espetáculo.
A construção do espetáculo surge também a partir da provocação da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, que já trabalha sobre a importância do combate à violência contra a mulher, envolvendo no debate a comunidade escolar como um todo, incluindo profissionais, estudantes e famílias. O espetáculo “O Reino das Cartas Vivas”, é apresentado a estudantes para discutir sobre a importância de dizer não, de saber ouvir o outro e também poder contar sobre incômodos e desconfortos para pessoas de confiança.
Através da cantoria do repente, a Rainha, interpretada por Fabiana Santiago, e o Coringa, vivido por Alexandre Granja, soltam a voz e são prontamente acompanhados pelas crianças. “É muito bom ver os olhinhos brilhando e entendendo a mensagem que a gente quer passar com o espetáculo”, comenta a cantora Fabiana Santiago.
A discussão vem ganhando força e resultado. Felipe Bernardo, aos 10 anos de idade, já entende que as mulheres são livres e merecem respeito. “Todos têm direitos iguais. Minha prima mesmo, Heloísa, joga futebol. Não tem problema. Meninas podem fazer tudo”, comenta o estudante.
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Texto: Amanda Rodrigues – Assessora de Comunicação da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte
Foto: Deivid Menezes

