“A direita nacional precisa ser mais estratégica e ter menos impulsividade”

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O leitor Teobaldo Pedro faz, neste artigo, uma análise sobre a atual conjuntura político-eleitoral do país, alertando para o que considera “uma estratégia equivocada” da direita brasileira.

Confiram:

A direita está cometendo um erro estratégico ao atacar Augusto Cury e tentar rotulá-lo como “de esquerda”. Não se trata de simpatia ou antipatia por Cury, mas de inteligência eleitoral. Em uma eleição polarizada, é preciso pensar além do primeiro turno e compreender que os votos de hoje podem ser decisivos amanhã.

Cury pode estar atraindo eleitores indecisos, independentes e insatisfeitos com os dois polos. Muitos desses votos podem deixar de ir para Lula no primeiro turno, reduzindo sua votação e contribuindo para uma disputa mais equilibrada. Sob essa ótica, atacá-lo pode ser exatamente o contrário do que uma estratégia racional recomendaria.

Eleitor não pertence a candidato. Quando se agride o candidato escolhido por determinado eleitor, cria-se ressentimento e pode-se perder esse voto no segundo turno. A história eleitoral brasileira já mostrou que eleições apertadas podem ser decididas por margens mínimas. Por isso, transformar possíveis eleitores futuros em adversários é um risco político desnecessário.

A direita precisa entender isso antes que seja tarde: eleição não se ganha com vaidade, ressentimento ou torcida organizada. Ganha-se com estratégia. No primeiro turno, o objetivo é chegar ao segundo; no segundo, é conquistar a maioria. Quem desperdiça votos agora, queimando pontes com eleitores que poderá precisar depois, pode até vencer a disputa nas redes sociais e perder a eleição nas urnas.

Teobaldo Pedro/Leitor