
O debate sobre o fim da escala 6 por 1 deixou, nos últimos dias, uma diferença cada vez mais clara entre João Campos e Raquel Lyra.
De um lado, João assumiu uma posição firme e contundente em defesa da aprovação da matéria pelo Senado. Foi às redes sociais, explicou sua posição e deixou claro que está ao lado dos trabalhadores e de uma mudança que pode representar mais qualidade de vida para milhões de brasileiros.
Do outro, mais uma vez, a governadora Raquel Lyra prefere ficar em cima do muro. Recusa-se a comentar o assunto, como se a discussão não tivesse relação com ela, com os trabalhadores de Pernambuco.
Raquel não precisa dizer nada, não precisa assumir posição, não precisa se justificar. Essa parece ser a nova estratégia: diante dos grandes debates, silenciar; diante dos problemas, se colocar como vítima; e, quando cobrada, transformar tudo em drama para justificar a ausência de ações do seu governo. No fim das contas, é só chororô e mimimi.
Só que essa retórica está ficando cansativa. Pernambuco nunca foi assim.
Pernambuco sempre foi um estado altivo, corajoso, rebelde e protagonista da história do Brasil. Um estado que não se esconde diante dos grandes debates e que nunca teve medo de assumir posições.
Foi assim em 1817, quando Pernambuco protagonizou a Revolução Pernambucana e proclamou sua independência. Foi assim em tantos outros momentos da nossa história. A nossa tradição é de coragem, não de omissão. É de enfrentamento, não de vitimização.
Por isso, quando se discute uma questão tão importante para os trabalhadores brasileiros como o fim da escala 6 por 1, Pernambuco precisa saber quem está ao lado dos seus trabalhadores.
João Campos assumiu. Raquel Lyra, mais uma vez, preferiu ficar no muro. E Pernambuco não combina com muro. Combina com coragem.
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