
A candidata a deputada estadual por Pernambuco, Lara Cavalcanti (PL), encaminhou nota à imprensa nesta quarta (9), respondendo ao que considera um “ataque político, cruel, desonesto e profundamente desrespeitoso” divulgado por “uma mandato coletivo”, sob a acusação de auto declaração falsa de cor ou raça.
Confira na ínterga a nota de Lara Cavalcanti:
“Hoje fui alvo de um ataque político que considero cruel, desonesto e profundamente desrespeitoso. E não apenas comigo, mas com a própria verdade.
Em uma tentativa clara de atingir a minha imagem, um candidato decidiu transformar a minha autodeclaração de cor ou raça como parda, registrada oficialmente perante a Justiça Eleitoral, em algo que eu jamais disse.
Eu me declarei parda. Não me declarei preta. Não disse que era negra.
Minha declaração segue exatamente a classificação utilizada pelo próprio IBGE e pela Justiça Eleitoral. No Brasil, branca, preta, parda, amarela e indígena são categorias distintas de cor ou raça utilizadas pelo IBGE, e a informação é baseada na autodeclaração. O Censo 2022 mostrou, inclusive, que 45,3% dos brasileiros se declararam pardos, fazendo da população parda o maior grupo de cor ou raça do país. São mais de 92 milhões de brasileiros.
Portanto, não há absolutamente nada de estranho, irregular ou extraordinário em uma brasileira se declarar parda. Essa é a minha autodeclaração, feita de forma legítima, consciente e honesta.
O que considero grave é alguém, por conveniência política, pegar uma informação oficial e tentar distorcê-la para construir uma narrativa contra mim. Isso não é debate político. Isso é tentativa de desqualificação pessoal e principalmente violência política de gênero.
E talvez seja justamente esse o problema: uma mulher que chegou até aqui com trabalho, coragem, independência e uma história conhecida pela população começa a incomodar.
Quando faltam propostas, argumentos e resultados para apresentar, alguns escolhem o caminho mais fácil: atacar, insinuar, distorcer e tentar diminuir a adversária.
Não vou entrar nessa política pequena.
Não vou permitir que a minha campanha seja pautada por ataques pessoais ou por interpretações maliciosas feitas por quem prefere falar de mim a apresentar o que pretende fazer por Pernambuco.
Eu quero discutir saúde pública. Quero falar das mães atípicas, das pessoas com deficiência, das famílias que convivem com doenças raras. Quero discutir a falta de especialistas, as filas, o acesso ao diagnóstico, a saúde da mulher, a saúde mental e tantos outros problemas que afligem o nosso povo.
É disso que Pernambuco precisa.
Minha candidatura nasce de uma trajetória de trabalho, de comunicação, de defesa de causas e, sobretudo, de escuta da população.
Não vou pautar minha campanha pela plataforma ou pelas opiniões de outros candidatos. Vou apresentar aquilo em que acredito e as propostas que considero necessárias para Pernambuco, especialmente para o nosso Sertão.
A política precisa recuperar o seu propósito: servir às pessoas, apresentar soluções e melhorar a vida de quem mais precisa.
Lamento profundamente que, em vez de propostas, a nossa gente esteja recebendo ataques pessoais e tentativas de distorção.
Eu continuarei fazendo política olhando para frente. Com verdade, coragem e respeito.
Lara Cavalcanti”.
Foto divulgação lara Cavalcanti

