
Registros divulgados nas redes sociais mostram a aeronave decolando de uma área rural após o episódio
O helicóptero de Rick Sollo teria feito um pouso de emergência no Rio Grande do Sul em março deste ano, meses antes de cair em Santa Catarina e provocar a morte do cantor e de outras quatro pessoas. Registros divulgados nas redes sociais mostram a aeronave decolando de uma área rural após o episódio, ocorrido no município de Ibiaçá.
As informações foram publicadas pelo Metrópoles, que recuperou relatos e imagens compartilhados em 31 de março. Na ocasião, a Rádio Uirapuru informou que a aeronave teria apresentado “problemas técnicos”. Não há, no material divulgado, confirmação oficial de que o episódio anterior tenha qualquer relação com o acidente fatal ocorrido nesta semana.
A aeronave, de matrícula PP-MGR, caiu na segunda-feira (21) quando sobrevoava a Serra do Corvo Branco, em Santa Catarina. Morreram o cantor Rick Sollo, da dupla Rick & Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Ricardo dos Santos Soares, o piloto Antonio Roberto Nobrega de Araujo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
O episódio registrado meses antes aconteceu no interior de Ibiaçá, no norte do Rio Grande do Sul. Imagens que circularam nas redes sociais naquele período mostram o helicóptero deixando uma área rural depois do que foi descrito como um pouso forçado. Até o momento, não foram divulgados detalhes técnicos sobre a ocorrência nem sobre eventuais reparos realizados posteriormente
O helicóptero pertence à JTA Empreendimentos e Urbanismo, empresa que tem Neymar Jr. entre seus sócios. Segundo o Metrópoles, a aeronave havia sido emprestada a Rick e Bruno Avelar pelo empresário José Antunes Jr., proprietário da JTA e amigo dos dois.
O Metrópoles informou ter procurado a empresa para saber se havia conhecimento do pouso de emergência ocorrido em março, mas, até a publicação da reportagem, ainda aguardava resposta.
A possível ocorrência anterior ganha relevância enquanto as autoridades trabalham para determinar as causas da queda em Santa Catarina. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), e a Polícia Civil catarinense participam da apuração.
Os investigadores deverão analisar diferentes fatores que podem ter contribuído para o acidente, incluindo aspectos técnicos, meteorológicos e humanos. Até o momento, nenhuma causa definitiva foi estabelecida.
O helicóptero perdeu contato quando passava pela região da Serra do Corvo Branco. Naquele momento, havia registro de condições meteorológicas adversas, com chuva forte, granizo e ventania. As condições do tempo estão entre os elementos examinados pelas autoridades, mas ainda não há conclusão oficial sobre sua participação na queda.
Os destroços foram localizados na terça-feira (22), aproximadamente 24 horas depois da perda de contato com a aeronave. Equipes mobilizadas na operação encontraram o helicóptero em uma área de difícil acesso na serra.
O histórico da aeronave deve fazer parte do conjunto de informações analisadas na investigação, mas a existência do relato sobre o pouso de emergência em março, isoladamente, não permite estabelecer relação entre os dois episódios. Caberá aos órgãos responsáveis verificar as condições mecânicas do helicóptero, seus registros de manutenção e os demais elementos relacionados ao voo.
A investigação sobre a queda permanece em andamento e busca reconstruir os últimos momentos do voo, as condições da aeronave e o cenário meteorológico encontrado pela tripulação antes do acidente que matou as cinco pessoas a bordo.
247/Foto: Divulgação

