
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) voltou a criticar Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também candidato ao Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (28), em meio à controvérsia que envolveu o nome do senador e Nossa Senhora Aparecida. Em publicação nas redes sociais, o ex-governador de Goiás afirmou que as explicações apresentadas pelo adversário têm ampliado a repercussão do episódio.
“Quanto mais Flávio Bolsonaro tenta se explicar, mais ele se complica. Como sempre. Agora, está acusando a CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil] de ser conivente com a polêmica envolvendo Nossa Senhora”, disse.
Na sequência, Caiado pediu que Flávio respeite as diferentes manifestações religiosas e a fé dos brasileiros. “Flávio, que Deus acalme seu coração. Tenha respeito pelas religiões e pela fé do povo brasileiro!”
Quanto mais Flávio tenta se explicar, mais ele se complica. Como sempre. Agora, está acusando a CNBB de ser conivente com a polêmica envolvendo Nossa Senhora.
A manifestação dá continuidade às críticas feitas por Caiado no fim de semana. No domingo (27/9), depois de participar de uma missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, em Goiânia, o candidato do PSD havia defendido que a disputa eleitoral não fosse transformada em um conflito religioso.
Na ocasião, Caiado relacionou a própria fé católica à defesa da liberdade religiosa. “Eu sou católico praticante. Eu sou afilhado de Nossa Senhora das Graças. Eu aprendi que é na fé que você supera todas as suas dificuldades”
Ao comentar o ambiente da campanha, ele afirmou que divergências políticas não deveriam interferir no direito de cada pessoa escolher e exercer sua religião.
“Nós temos que respeitar todas as religiões. Cada um tem o direito da sua escolha. Nós não podemos, de maneira nenhuma, politizar esse processo e muito menos caminhar para um lado de enfrentamento.”
Senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) acusou integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de terem ajudado a disseminar a informação falsa de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A declaração eleva a temperatura do embate entre o candidato e setores da Igreja Católica a uma semana do primeiro turno.
Sem apresentar provas, Flávio afirmou que o PT já trabalhava havia dias para fazer a informação ganhar força nas redes sociais e que teria conseguido impulsioná-la com auxílio de pessoas ligadas à entidade que representa o episcopado católico brasileiro.
Correio Braziliense

