
Com a bandeira da Bahia colada na calça, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) prometeu, neste sábado (17), ajudar o Estado independentemente de quem esteja à frente do governo baaino e afirmou que pretende inaugurar a Ponte Salvador-Itaparica caso seja eleito presidente. Durante discurso sobre um trio elétrico no Farol da Barra, em Salvador, o senador criticou as sucessivas promessas de construção da obra pelos gestores petistas e assegurou que não fará distinção partidária na liberação de investimentos.
“Vou ajudar este Estado, a Bahia, independente de quem é o governador. Ajudar Salvador não só por causa de Bruno Reis, mas porque o povo baiano não aguenta mais ser mal tratado. O atual governo tem o compromisso de construir a ponte Salvador-Itaparica. A ponte eles prometem em toda eleição, eles prometem que vão entregar, mas não entregam. Eu venho inaugurar junto com vocês”, declarou.
A construção da ponte, anunciada há anos pelo governo baiano, é uma das principais obras de infraestrutura previstas para o Estado. O empreendimento é defendido pela gestão do governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT), mas ainda não foi entregue. Flávio utilizou o projeto para questionar a administração petista e apresentar seu compromisso de colaborar com a conclusão da obra.
O ato reuniu milhares de apoiadores vestidos de verde e amarelo, que acompanharam o trio elétrico pela Avenida Oceânica, do Morro do Cristo até o Farol da Barra. Estiveram presentes o ex-prefeito ACM Neto (União), o prefeito Bruno Reis (União), o presidente estadual do PL, João Roma, e o senador Angelo Coronel (Republicanos), entre outras lideranças. A comitiva de outros estados contou com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), além do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e do senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP).
Ao comentar a mobilização, Flávio classificou o evento como histórico e afirmou que a Avenida Oceânica nunca havia recebido tanta gente, nem mesmo durante os tradicionais arrastões do cantor Bell Marques no Carnaval. “Nome disso é união em torno da mudança”, afirmou.
O presidenciável também fez duras críticas ao presidente Lula (PT) e defendeu o encerramento do ciclo petista no Palácio do Planalto. “O fim da era Lula vai deixar um legado. Recorde de mulheres assassinadas, espancadas, recorde de violência, de impostos altos, de comida cara, de empresas fechadas e inclusive saindo do Brasil, de desesperança e desilusão. Vocês estão participando do resgate do Brasil”, declarou.
Na área da segurança pública, Flávio prometeu medidas mais rígidas contra a criminalidade, incluindo a castração química para condenados por estupro. Também afirmou que pretende devolver à população a tranquilidade de circular pelas ruas e melhorar o atendimento na saúde pública, para evitar mortes de pacientes que aguardam assistência.
Na economia, o candidato assegurou que manterá a política de reajuste real do salário mínimo e anunciou a intenção de criar um amplo programa de mobilidade social. “Verão o governo que fará o maior programa de mobilidade social do mundo. O objetivo será fazer o pobre ficar rico, e não ficar mais pobre, o que é o objetivo do atual governo”, afirmou.
Flávio também declarou que pretende governar para todos os brasileiros, inclusive para aqueles que manifestaram apoio a Lula durante o percurso do trio elétrico. “Nosso governo não vai ser da perseguição, da escravidão, vai ser da oportunidade, da esperança, da prosperidade, da soberania e da liberdade”, disse.
Em outro momento, o candidato afirmou que está colocando a própria vida em risco ao disputar a Presidência e que tem consciência da responsabilidade de suas declarações. Segundo ele, sua candidatura tem como objetivo devolver às famílias brasileiras a esperança e a possibilidade de construir um futuro melhor.
O senador também mencionou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que ele está em casa sem acesso à televisão. A referência provocou gritos de “Volta, Bolsonaro” entre os apoiadores. “Vou honrar ele cuidando do povo brasileiro”, prometeu.
A oito dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, Flávio encerrou sua participação pedindo que os eleitores não tenham medo de votar no número 22, lembrando que o voto é secreto. O ato marcou a entrada mais direta de ACM Neto na campanha do candidato do PL na Bahia, depois de ter apoiado Ronaldo Caiado no primeiro turno.
Foto: Max Haack

