
O cenário político em Petrolina teve um desenho bem definido nas urnas neste ciclo eleitoral. O grupo político liderado pelo ex-prefeito Miguel Coelho tomou posição e declarou apoio oficial a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, a Raquel Lyra (PSD) na corrida pelo Governo de Pernambuco e a Mendonça Filho (PL) na disputa ao Senado. Mas o que os números da apuração nos mostram sobre essa movimentação?
Na eleição presidencial, Lula (PT) obteve 116.703 votos no primeiro turno na cidade e ampliou sua votação no segundo turno, somando 140.010 votos — um crescimento significativo de 23.307 votos, passando de 60,18% para 67,78% dos votos válidos.
Já Flávio Bolsonaro somou 63.545 votos no primeiro turno e 66.555 apoiado pelo grupo de Miguel. No segundo turno somou 63.545 votos. Foi um acréscimo de apenas 3.010 votos na cidade, mantendo sua fatia de votos válidos praticamente estável na faixa dos 32%.
Já na disputa pelo governo do Estado, a preferência do eleitorado petrolinense teve um placar bem apertado. Raquel Lyra (PSD), que contou com o apoio do grupo local, teve 88.581 votos, o que representou 51,80% dos votos válidos.
João Campos (PSB) ficou na segunda colocação no município, registrando 81.472 votos, ou 46,49%. Uma diferença de 7.109 votos a favor de Raquel na maior cidade do Sertão do São Francisco. E para a disputa das duas vagas ao Senado Federal, a votação no município ficou bastante pulverizada entre as principais forças políticas. Os quatro candidatos mais votados pelos eleitores de Petrolina foram:
Marília Arraes (PDT) – 81.797 votos;
Humberto Costa (PT) – 79.401 votos;
Mendonça Filho (PL) – 76.059 votos (apoiado pelo grupo do ex-prefeito);
Eduardo da Fonte (PP) – 49.782 votos (15,18%).
Esses são os dados consolidados das urnas na nossa cidade, como o apoio do grupo de Miguel. E você, como avalia o resultado do apoio político e o comportamento do eleitorado de Petrolina nestas eleições? Deixe o seu comentário aqui e acompanhe com a gente todos os bastidores da política.
Foto: TRE/Reprodução

