
Celeste Martins foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava com o marido no Barbalho
A cabo da Polícia Militar Celeste Martins Oliveira do Nascimento, morta a tiros na tarde de sexta-feira (3), no bairro do Barbalho, em Salvador, dividia não apenas a vida pessoal, mas também a rotina profissional com o principal suspeito do crime. Ela e o marido, o cabo Hermano, atuavam juntos na área de inteligência da Polícia Militar da Bahia.
Após a morte da policial, o militar se apresentou espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado por uma advogada, e permanece à disposição da Justiça. Celeste era lotada na estrutura da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), onde exercia funções ligadas ao setor de inteligência. O marido também integrava a mesma área da corporação.
A policial foi encontrada sem vida dentro do apartamento onde o casal morava, no Edifício Mirabeau Sampaio, no Barbalho. Equipes da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) isolaram o imóvel para preservar a cena do crime até a chegada dos investigadores.
Peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram os exames no local, enquanto equipes do DHPP iniciaram as primeiras diligências para esclarecer a dinâmica do crime. Em seguida, o corpo foi removido para os procedimentos periciais. Em nota, a SSP classificou o caso como feminicídio, lamentou a morte da policial e reafirmou o compromisso com o combate à violência contra a mulher.
A Polícia Militar da Bahia também manifestou pesar pela morte da cabo e informou que acompanhará o caso. Segundo a corporação, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis, paralelamente ao andamento das investigações, reafirmando o compromisso com “a legalidade, a preservação da vida e a rigorosa apuração dos fatos”.
As circunstâncias do assassinato e a motivação do crime seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.
Por Wendel de Novais/Foto: Reprodução

