A vida da gente não vale nada

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Ao ver a foto da promotora de Justiça do Amazonas que morreu após se afogar na Praia do Forte, em Salvador, durante uma viagem de turismo, fiquei refletindo sobre a fragilidade da vida.

Bonita, jovem, cheia de planos e com uma carreira respeitada como promotora de Justiça, ela saiu para aproveitar alguns momentos de lazer e decidiu mergulhar nas águas do mar baiano. Poucas horas depois, sua família recebia a notícia de sua morte.

Cito o caso da promotora apenas como exemplo de algo que pode acontecer com qualquer um de nós. A vida é imprevisível e, por mais que façamos planos, não temos controle sobre o momento seguinte.

Nascemos, crescemos, construímos nossas histórias, formamos famílias, fazemos planos e lutamos diariamente por nossos objetivos. Mas, de repente, tudo pode mudar em questão de segundos.

Foi o que aconteceu no último dia 18 com o ex-vereador Florêncio Galdino. Ele havia completado mais um ano de vida no dia anterior e, no dia seguinte, enquanto concedia uma entrevista a um meio de comunicação em Juazeiro, cidade onde morava, passou mal e morreu.

Florêncio saiu de casa, certamente imaginando que retornaria para sua família. Tinha acabado de comemorar seu aniversário e, como todos nós, provavelmente ainda tinha planos para os dias seguintes. Poucas horas depois, seus familiares recebiam a triste notícia de sua morte.

São acontecimentos que nos fazem parar e pensar: a vida é realmente muito frágil.

Por isso, talvez o melhor seja aproveitar cada dia, valorizar as pessoas que amamos, fazer o bem enquanto podemos e não deixar para amanhã aquilo que podemos fazer hoje. Afinal, ninguém sabe quando será o último abraço, a última conversa ou o último adeus.

Por Luiz Washington/Foto: Divulgação