SESI Petrolina promove palestra sobre prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher

Cidades Petrolina

Alunos e professores do SESI Petrolina participaram, nesta segunda-feira (27), de uma palestra voltada à conscientização e prevenção da violência contra a mulher. O encontro foi conduzido pelas fundadoras do Instituto Banco Vermelho, Andreia Rodrigues e Paula Limongi, que trouxeram relatos pessoais, dados alarmantes e orientações práticas sobre como identificar e interromper ciclos de violência.

O instituto nasceu a partir de experiências marcadas pela dor. “Transformamos o luto em luta”, afirmaram as palestrantes. Andreia relembrou o assassinato da melhor amiga, vítima de feminicídio em 2018, crime cometido pelo ex-companheiro, que tentou encobrir o caso como acidente. A partir dessa realidade, surgiu a iniciativa, que utiliza bancos vermelhos instalados em espaços públicos como símbolo de alerta e acolhimento. “O banco é gigante porque a causa é grande. E ele é vermelho para representar o sangue das vítimas”, explicaram.

NÚMEROS – Durante a apresentação, as fundadoras chamaram a atenção para números que evidenciam a gravidade do problema. O Brasil está entre os países com maiores índices de feminicídio no mundo. “Uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas. A cada seis segundos, uma mulher sofre algum tipo de violência no país”, destacaram, reforçando também a subnotificação de casos.

As palestrantes explicaram ainda a diferença entre homicídio e feminicídio e detalharam os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha: física, psicológica, moral, patrimonial, sexual e vicária. “A violência psicológica é a que mais mata, porque destrói por dentro”, pontuaram, ao alertar que nem sempre os sinais são visíveis.

Outro ponto abordado foi o início do ciclo da violência, muitas vezes disfarçado de cuidado. “Controle não é amor. Quando alguém exige senha, vigia redes sociais ou tenta isolar a mulher, isso já é um sinal de alerta”, disseram. O papel da sociedade, especialmente dos homens, também foi destaque. “Quem se cala diante de um agressor também contribui com a violência. É preciso romper esse padrão”, reforçaram.

COMPROMISSO – Para o gestor do SESI Petrolina, Cássio Saturnino, a iniciativa integra o compromisso da instituição com a formação cidadã. “Nós, do SESI, como instituição de ensino, acreditamos que educar vai além do conteúdo acadêmico: é também formar cidadãos conscientes, respeitosos e comprometidos com uma sociedade melhor. Por isso, trazemos essa temática que exige atenção e atitude, buscando conscientizar os nossos alunos sobre a violência contra a mulher e construir uma cultura de respeito”, destacou.

Ao final da palestra, foi aberto um momento para perguntas, permitindo que os alunos tirassem dúvidas e aprofundassem a discussão sobre o tema. As fundadoras também reforçaram a importância dos canais de denúncia, como o 180 e o 190, em casos de emergência, destacando que a informação é essencial para prevenir a violência e salvar vidas.

Clas